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terça-feira, 18 de agosto de 2015

As 5 Raças de Homens

     Pandora foi quem iniciou a degradação da Humanidade.

     Para Explicá-la, Hesíodo introduz o mito das Cinco Eras.

    No mito das Eras, as raças parecem suceder-se segundo uma ordem de decadência progressiva e regular.

     De início, a humanidade gozava de uma vida paradisíaca, muito próxima da dos deuses, mas, se foi degenerando e decaindo até atingir a Era ou Idade do Ferro, em que o poeta lamenta viver, pois nesta tudo é maldade: até a Vergonha e a Justiça abandonaram a Terra.

     Cada uma das Idades está “aparentada” com um metal, cujo nome toma e cuja hierarquia se ordena do mais ao menos precioso, do superior ao inferior: Ouro, Prata, Bronze, Ferro.

     O que surpreende é que Hesíodo tenha intercalado entre as duas últimas mais uma: – a Era dos Heróis, que não possui correspondente metálico algum.

    Há os que procuram explicar o fato por uma preocupação historicista, já que o poeta sabia que antes dele tinham vivido homens e heróis notáveis, que se imortalizaram em Tróia e em Tebas.

Hesíodo, Os Trabalhos e os Dias, tradução de Mary de Camargo Neves Lafer. São Paulo: Iluminuras, 1990.

1ª Raça – Ouro

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… “Se queres, com outra estória esta encimarei; bem e sabiamente lança-a em teu peito! [Como da mesma origem nasceram deuses e homens.] Primeiro de ouro a raça dos homens mortais criaram os imortais, que mantêm olímpicas moradas. Eram do tempo de Cronos, quando no céu este reinava; como deuses viviam, tendo despreocupado coração, apartados, longe de penas e misérias; nem temível velhice lhes pesava, sempre iguais nos pés e nas mãos, alegravam-se em festins, os males todos afastados, morriam como por sono tomados; todos os bens eram para eles: espontânea a terra nutri fruto trazia abundante e generoso e eles, contentes, tranquilos nutriam-se de seus pródigos bens. Mas depois que a terra a esta raça cobriu eles são, por desígnios do poderoso Zeus, gênios corajosos, cônicos, curadores dos homens mortais. [Eles então vigiam decisões e obras malsãs, vestidos de ar vagam onipresentes pela terra]. E dão riquezas: foi este o seu privilégio real.”  (HESÍODO).

Os homens mortais da idade de ouro foram criados pelos próprios imortais do olimpo, durante o reinado de Cronos.

     Viviam como deuses e como reis, tranquilos e em paz.

     O trabalho não existia, porque a terra, espontaneamente,  produzia tudo para eles.

     Sua raça denomina-se de ouro, porque é o símbolo da realeza.

     Jamais envelheciam e sua morte assemelhava-se a um sono profundo.

     Após deixarem esta vida, recebiam o privilégio real, tornando-se intermediários na terra entre os deuses e seus irmãos viventes.

     Esses grandes intermediários, assumem em “outra vida” as duas funções que, segundo a concepção mágico-religiosa, definem a virtude benéfica de um bom rei: como guardiães dos homens, velam pela observância da justiça e, como dispensadores de riquezas, favorecem a fecundidade do solo e dos rebanhos.

     Curioso é que Hesíodo emprega as mesmas expressões, que definem os “reis” da Era de Ouro, para qualificar os “reis” justos do seu século.

     Os homens da Era de Ouro vivem como deuses; os reis justos do tempo do poeta, quando avançam pela assembleia e, por meio de suas palavras mansas e sábias, fazem cessar o descomedimento, são saudados como um deus.

     E assim como a terra, à época da Era de Ouro, era fecunda e generosa, igualmente a cidade, sob o governo de um rei justo, floresce em prosperidade sem limites.

      Ao contrário, o rei que não respeita o que simboliza seu cetro, afastando-se do caminho, transforma a cidade em destruição, calamidade e fome.

      É que, por ordem de Zeus, trinta mil imortais invisíveis vigiam a piedade e a justiça dos reis.

     Nenhum deles, que se tenha desviado, deixará de ser castigado, mais cedo ou mais tarde.

2ª Raça – Prata

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     Então uma segunda raça bem inferior criaram, argêntea, os que detêm olímpica morada; à áurea, nem por talhe nem por espírito, semelhante; mas por cem anos filho junto à mãe cuidadosa crescia, menino grande, em sua casa brincando, e quando cresciam e atingiam o limiar da adolescência pouco tempo viviam padecendo horríveis dores por insensatez; pois louco Excesso não podiam conter em si, nem aos imortais queriam servir nem sacrificar aos venturosos em sagradas aras, lei entre os homens segundo o costume. Então Zeus encolerizado os escondeu porque honra não davam aos ditosos deuses que o Olimpo detêm. Depois também esta raça sob a terra ele ocultou e são chamados hipotônicos, venturosos pelos mortais, segundos, mas ainda assim honra os acompanha.

     Foram mais uma vez, os deuses os criadores da raça de prata, que é também um metal precioso, mas inferior ao ouro.

Os homens da idade de prata mantêm-se afastados tanto na guerra, quanto dos labores campestres.

     Os “reis” da raça de prata se negam a oferecer sacrifícios aos deuses e a reconhecer a soberania de Zeus.

     Exterminados por Zeus, os homens da raça de prata, recebem, no entanto, após o castigo, honras menores é verdade, mas análogas às tributadas aos homens da Era de Ouro: tornam-se intermediários entre os deuses e os homens, mas agindo de baixo para cima, na outra vida.

     Além do mais, os mortais da raça argêntea apresentam fortes analogias com os Titãs: o mesmo caráter, a mesma função, o mesmo destino.

Orgulhosos e prepotentes, mutilam a seu pai Urano e disputamcom Zeus o poder sobre o universo.

     Os Titãs têm por vocação, o poder.

     Face a Zeus, todavia, que representa para Hesíodo a soberania da ordem, aqueles simbolizam o mando e a arrogância da desordem.

     De um lado, portanto, estão Zeus e os homens da Era de Ouro, projeções do rei justo; de outro, os Titãs e os homens da Era de prata, símbolos de seu contrário.

     Na realidade, o que se encontra no relato das duas primeiras eras é a estrutura mesma dos mitos hesiódicos da soberania.

3ª Raça – Bronze

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     E Zeus Pai, terceira, outra raça de homens mortais brônzea criou em nada se assemelhando à argêntea; era do freixo, terrível e forte, e lhe importavam de Ares obras gementes e violências; nenhum trigo eles comiam e de aço tinham resistente o coração; inacessíveis: grande a sua força e braços invencíveis dos ombros nasciam sobre as robustas partes. Deles, brônzeas as armas e brônzeas as casas, com bronze trabalhavam: negro ferro não havia. E por suas próprias mãos tendo sucumbido desceram ao úmido palácio do gélido Hades; anônimos; a morte, por assombrosos que fossem, pegou-os negra. Deixaram, do sol, a luz brilhante.

     Os homens da raça de bronze, consoante Hesíodo, foram criados por Zeus, mas sua matriz são os símbolos da guerra.

     Trata-se aqui da violência bélica, que caracteriza o comportamento do homem na guerra.

     Assim, do plano religioso e jurídico se passou às manifestações da força bruta e do terror.

     Já não mais se cogita de justiça, do justo ou do injusto, ou de culto aos deuses.

     Os homens da Era de bronze pertencem a uma raça que não come pão, quer dizer, são de uma era que não se ocupa com o trabalho da terra.

     Não são aniquilados por Zeus, mas sucumbem na guerra, uns sob os golpes dos outros, domados “por seus próprios braços”, isto é, por sua própria força física.

     O próprio epíteto da era a que pertencem esses homens violentos tem um sentido simbólico.

     Ares, o deus da guerra, é chamado por Homero na Ilíada, “de bronze”.

     No pensamento grego, o bronze, pelas virtudes que lhe são atribuídas, está vinculado ao poder que ocultam as armas defensivas: couraça, escudo e capacete.

     Se o brilho metálico do bronze reluzente infunde terror ao inimigo, o som do bronze entrechocado, essa voz, que revela a natureza de um metal animado e vivente, rechaça os sortilégios dos adversários.

     A par das armas defensivas, existe uma ofensiva também estreitamente ligada à indole e à origem dos guerreiros da Era do Bronze.

     Trata-se da lança ou dardo confeccionado de madeira especial.

As ninfas melíades, nascidas do sangue de Urano, estão intimamente unidas a essas árvores “de guerra” que se erguem até o céu como lanças, além de se associarem no mito a seres sobrenaturais que encarnam a figura do guerreiro.

Na Teogonia o poeta “gerou os grandes Gigantes de armas faiscantes (porque eram de bronze), que têm em suas mãos compridas lanças (de freixo) e as ninfas que se chamam Méliadas”.

     Assim entre a lança, atributo militar, e o cetro, atributo real da justiça e a paz, há uma diferença grande de valor e de nível.

     A lança há que submeter-se ao cetro.

    Quando isso não acontece, quando essa hierarquia é quebrada, normalmente para o guerreiro, a violência dele se apodera, por estar voltado inteiramente para a lança.

     Filhos da lança, indiferentes aos deuses, os homens da raça de bronze, como os Gigantes, após a morte, foram lançados no Hades por Zeus, onde se dissiparam no anonimato da morte.

4ª Raça – Herois

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     Mas depois também a esta raça a terra cobriu, de novo ainda outra, quarta, sobre fecunda terra Zeus fez mais justa e corajosa, raça divina de homens heróis e são chamados semideuses, geração anterior à nossa na terra sem fim. A estes a guerra má e o grito temível da tribo a uns, na terra Cadméia, sob Tebas de Sete Portas, fizeram perecer pelos rebanhos de Édipo combatendo, e a outros, embarcados para além do grande mar abissal a Tróia levaram por causa de Helena de belos cabelos, ali certamente remate de morte os envolveu todos e longe dos humanos dando-lhes sustento e morada Zeus Pai nos confins da terra os confinou. E são eles que habitam de coração tranquilo a Ilha dos Bem Aventurados, junto ao Oceano profundo, heróis afortunados, a quem doce fruto traz três vezes ao ano a terra nutre.

     A quarta era é a dos heróis, criados por Zeus, uma “raça mais justa e mais brava, raça divina dos heróis, que se denominam semideuses”.

Lendo-se, com atenção o que diz Hesíodo acerca dos heróis, nota-se logo que os mesmos formam dois escalões: os que, como os homens da era de bronze, se deixaram embriagar pela violência e pelo desprezo pelos deuses e os que, como guerreiros justos, reconhecendo seus limites, aceitaram submeter-se à ordem superior.

     O primeiro escalão, após a morte, são como os da Era de Bronze, lançados no Hades, onde se tornam mortos anônimos; o segundo, recebem como prêmio, a Ilha dos Bem Aventurados, onde viverão para sempre como deuses imortais.

Os Herois

Todas as culturas primitivas e modernas tiveram e têm seus heróis, mas foi particularmente na Hélade, que a estrutura e as funções do herói ficaram bem definidos.  E, apenas na Grécia os heróis desfrutaram um prestígio religioso considerável, alimentaram a imaginação e a reflexão, suscitaram a criatividade literária e artística.

     Via de regra, os heróis têm um nascimento complicado, como Perseu, Teseu, Hercules, e descendem de um deus com uma simples mortal.

     De qualquer forma, exatamente por ser um herói, a criança já vem ao mundo com duas virtudes inerentes à sua condição e natureza: a honorabilidade pessoal e a excelência, a superioridade em relação aos outros mortais, o que o predispõe a gestos gloriosos, desde a mais tenra infância ou tão logo atinja a puberdade.

     Dado importante, para que o herói inicie seu itinerário de conquistas e vitórias, é a educação que o mesmo recebe, o que significa que o futuro benfeitor da humanidade vai desprender-se das garras paternas e ausentar-se do lar, por um período mais ou menos longo, em busca de sua formação iniciática.

     A partida, a educação e, posteriormente, o regresso representam, o percurso comum da aventura mitológica do herói, sintetizada na fórmula dos ritos de iniciação separação-iniciação-retorno, partes integrantes e inseparáveis de um mesmo e único mito.

     Separando-se dos seus e, após longos rios iniciáticos, o herói inicia suas aventuras, a partir de proezas comuns num mundo de todos os dias, até chegar a uma região de prodígios sobrenaturais, onde se defronta com forças fabulosas e acaba por conseguir um triunfo decisivo. Ao regressar de suas misteriosas façanhas, ao completar sua aventura, o herói acumulou energias suficientes para ajudar a outorgar dádivas inesquecíveis a seus irmãos.

     Vários foram os mestres dos heróis, mas o educador-modelo foi o pacífico Quiron, o mais justo dos centauros, na expressão de Homero. Muitos heróis passaram por suas mãos sábias, na célebre gruta em que residia no monte Pélion: Peleu, Aquiles, Jasão…  Quiron era antes do mais, um médico famoso, onde seu saber enciclopédico fazia do educador de Aquiles um mestre na arte das disputas atléticas e, talvez, praticasse e ensinasse ainda a arte divinatória.

O herói é, em princípio, uma idealização e para o homem grego talvez estampasse o protótipo imaginário da suma probidade, o valor superlativo da vida helênica.

     É importante afirmar que os heróis eram física e espiritualmente, superiores aos homens.

Sob esse enfoque, o herói surge aos nossos olhos, com alto, forte, destemido, triunfador.

     Se o herói tem um nascimento difícil e complicado; se toda a sua existência terrena é um desfile de viagens, de arrojo, de lutas, de sofrimentos, de desajustes, de incontinência e de descomedimento, o último ato de seu drama a morte, se constitui no ápice de sua prova final: a morte do herói ou é traumática e violenta ou o surpreende em absoluta solidão. A morte do herói transforma-o num intermediário entre os homens e os deuses, num escudo poderoso que protege a pólis contra invasões inimigas, pestes, epidemias e todos os flagelos. Participa de uma imortalidade de cunho espiritual, garante a perenidade de seu nome, tornando-se um modelo exemplar para quantos se esforçam por superar as condições efêmera do mortal e sobreviver na memória dos homens.

5ª Raça – Ferro

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  Antes não estivesse eu entre os homens da quinta raça, mais cedo tivesse morrido ou nascido depois. Pois agora é raça de ferro e nunca durante o dia cessarão de labutar e penar e nem à noite de se destruir; e árduas angústias os deuses lhes darão. Entretanto a esses males bens estarão misturados. Também esta raça de homens mortais Zeus destruirá, no momento em que nascerem com têmporas encanecidas. Nem pai a filhos se assemelhará, nem filhos a pai; nem hóspedes a hospedeiro ou companheiro a companheiro, e nem irmão a irmão caro será, como já havia sido; vão desonrar os pais tão logo estes envelheçam e vão censurá-los, com duras palavras insultando-os; cruéis; sem conhecer o olhar dos deuses e sem poder retribuir aos velhos pais os alimentos; [com a lei nas mãos, um do outro saqueará a cidade] graça alguma haverá a quem jura bem, nem ao justo nem ao bom; honrar-se-á muito mais ao malfeitor e ao homem desmedido; com justiça na mão, respeito não haverá; o covarde ao mais viril lesará com tortas palavras falando e sobre elas jurará. A todos os homens miseráveis a inveja acompanhará, ela, malsonante, malevolente, maliciosa ao olhar. Então, ao Olimpo, da terra de amplos caminhos, com os belos corpos envoltos em alvos véus, à tribo dos imortais irão, abandonando os homens, Respeito e Retribuição; e tristes pesares vão deixar, aos homens mortais. Contra o mal força não haverá.

     No mito de Prometeu e Pandora, Hesíodo nos dá um panorama da Era de Ferro: doenças, a velhice e a morte; a ignorância do amanhã e as incertezas do futuro; a existência de Pandora, a mulher fatal, e a necessidade premente do trabalho. Uma junção de elementos tão díspares, mas que o poeta de Ascra distribui num quadro único. As duas Érides, as duas lutas, se constituem na essência da era de ferro.

     A causa de tudo foi o desafio a Zeus por parte de Prometeu e o envio de Pandora.  Desse modo, o mito de Prometeu e Pandora forma as duas faces de uma só moeda: a miséria humana na Era de Ferro.

     A necessidade de sofrer e batalhar na terra para obter o alimento é igualmente para o homem a necessidade de gerar através da mulher, nascer e morrer, suportar diariamente a angústia e a esperança de um amanhã incerto.

    É que a Era de Ferro tem uma existência ambivalente e ambígua, em que o bem e o mal não estão somente amalgamados, mas ainda são solidários e indissolúveis.

     Eis aí por que o homem, rico de misérias nesta vida, não obstante se agarra a Pandora, “o mal amável”, que os deuses ironicamente lhe enviaram.

     Se este “mal tão belo” não houvesse retirado a tampa da jarra, em que estavam encerrados todos os males, os homens continuariam a viver como antes, “livres de sofrimento, do trabalho penoso e das enfermidades dolorosas que trazem a morte”.

     As desgraças, porém despejaram-se pelo mundo; resta, todavia, a Esperança, pois afinal a vida não é apenas infortúnio: compete ao homem escolher entre o bem e o mal.

Pandora é, pois, o símbolo dessa ambiguidade em que vivemos. Em seu duplo aspecto de mulhere de terra, Pandora expressa a função da fecundidade, tal qual se manifesta na Era de Ferro na produção de alimentos e na reprodução da vida.

     Já não existe mais a ambundância espontânea da Era de Ouro; de agora em diante é o homem quem desposita a sua semente no seio da mulher, como o agricultor a introduz penosamente nas entranhas da terra.

     Toda riqueza adquirida tem, em contrapartida, o seu preço. Para a Era de Ferro a terra e amulher são simultâneamente princípios de fecundidade e potências de destruição: consomem a energia do homem, destruindo-lhe, em consequência, os esforços; “esgotam-no, por mais vigoroso que seja”, entregando-o à velhice e à morte, “ao depositar no ventre de ambas” o fruto de sua fadiga.

Texto escrito por: Lilia Cristina de Souza Machado nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de fevereiro de 1957, é aquariana, graduada em Inglês pela Cambridge University, graduada em História pela Universidade Veiga de Almeida, pós-graduada em Arte e Cultura, na Universidade Cândido Mendes, e estudante do conhecimento humano, especialmente dos ramos do imaginário.

Fonte: http://herculeseseus12trabalhos.wordpress.com/

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hades

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     Hades (em grego antigo Άδης, transl. Hádēs), filho de Cronos e de Réia, e irmão de Zeus e Poseidon, era o deus  responsável por governar o mundo subterrâneo e as almas após a morte, sejam os reinos dos bem-aventurados (Campos Elísios) ou não (Inferno).

     Seu nome causava temor nos antigos gregos, sendo que eles evitavam a pronunciar o seu nome por estar vinculado com a morte. Ele era um deus muito quieto, intimidativo e impiedoso. Não gostava de oferendas e sacrifícios. E tinha costume de intervir nos assuntos da Terra. Hades possuía um companheiro que era o seu cão Cérbero. De aspecto monstruoso, com várias cabeças, o cão era o responsável por guardar a entrada do reino dos mortos.

     Uma das histórias bastante conhecidas de Hades foi a do rapto da deusa Perséfone (Koré ou Core) filha de Deméter, a quem teria sido fiel e com quem nunca teve filhos. A simbologia desta união põe em comunicação duas das principais forças e recursos naturais: a riqueza do subsolo que fornece os minerais, e faz brotar de seu âmago as sementes - vida e morte.

Eduardo Logan

Fontes:

http://www.brasilescola.com/mitologia/hades.htm

http://www.suapesquisa.com/mitologiagrega/hades.htm

http://secretsofmythology.blogspot.com/2010/07/hades.html

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ares

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    Ares (em grego: Ἄρης, transl. Árēs), conhecido como deus da guerra. Era filho de Zeus com Era, e teve vários filhos como: Cicno (ladrão de estradas que foi assassinado pelo herói Heracles); Anteros, Deimos e Phobos (filhos de Ares com Afrodite) e Hipólita (filha de Ares com a rainha amazona Otréra).

     Reconhecido pela sua armadura de latão; ele brandia uma lança na batalha. Os seus pássaros agudos e sagrados eram a coruja de celeiro, o pica-pau, o bubo e, especialmente no sul, o abutre. Esses pássaros lançavam penas em forma de dardos que guardaram o templo das Amazonas do deus em uma ilha costeira no Mar Negro. Ele, também, possuía uma carroça puxada por quatro cavalos que eram imortais e soltavam fogo pelas narinas. Era costume realização de sacrifícios de animais na véspera de uma batalha para obter sua ajuda.

Eduardo Logan

Fontes:

http://secretsofmythology.blogspot.com/2010/07/ares.html

http://www.suapesquisa.com/mitologiagrega/ares.htm

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Afrodite

 

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     Do grego “Αφροδίτη”, era a deusa da beleza, da fecundidade, e do amor. Em sua teogonia reza a lenda de que sua origem se deu, quando seu irmão Cronos, a pedido de sua mãe, castrou seu pai (Urano), e jogou os seus testículos no mar, o sêmen de Urano caído no mar formou as ondas chamadas de (aphros), e desse fenômeno nasceu Aphroditê ("espuma do mar"), que foi levada por Zéfiro (vento do oeste, filho de Eos e Astreu) para o Chipre. Também se têm considerações de Afrodite como duas deusas distintas: esta já citada Afrodite Uraniana e Afrodite Pandemos, que significa “Afrodite comum de todos os povos", nascida de Zeus e Dione (deusa das ninfas, filha de Urano e Tálassa). A Afrodite Uraniana é vista como uma Afrodite celeste, representando o amor de corpo e alma, enquanto a Afrodite Pandemos está associada com o amor puramente físico.

Filhos de Afrodite

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    Com Hermes (deus mensageiro) teve o filho Hermafrodito; com Ares (deus da guerra), teve Eros (deus da paixão e do amor) e Anteros (deus da ordem), dependendo da versão é dito que ela teve esses filhos com Hefesto (deus do fogo, dos metais e da metalurgia), ou ainda com Zeus, mas apenas quando Afrodite é filha de Tálassa. Anteros também pode ter sido filho de Adônis numa versão menos conhecida; Também com Ares, mas sem muitas divergências, teve Fobos, Deimos e Harmonia; com Apolo (deus da luz do sol, poesia, música), Himeneu; com Dionísio (deus das festas, vinho), Príapo; com Poseidon (deus dos mares), Eryx; com Anquises (príncipe troiano), Enéias; e com Taumas teve Mirtros

Guerra de Tróia

    Quando, no casamento de Peleu e Tétis, Éris lançou um pomo de ouro com a inscrição A mais bela; então, a rainha dos deuses, a deusa da sabedoria e a deusa da beleza disputaram a posse do pomo. Para resolver a querela, Páris, filho de Príamo, foi escolhido como juiz. As três deusas fizeram grandes promessas ao pastor em troca do pomo. Páris escolhe Afrodite, e recebe da deusa ajuda para receber sua recompensa por tê-la escolhido: o amor da mais bela das mulheres, Helena, esposa do rei de Esparta, Menelau. Páris rapta Helena, o que dá motivo para iniciar a guerra. Após muitos anos de guerra entre os aqueus e os troianos, a cidade é vencida e destruída.

 

Eduardo Logan

Fontes:

http://www.suapesquisa.com/pesquisa/afrodite.htm

http://pt.wikipedia.org/

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Zeus

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    Zeus (em grego: Ζεύς, transl. Zeús). O nome Zeus em grego antigo significava “rei divino”. Seus símbolos são o relâmpago, a águia, o touro e o carvalho. Ele é frequentemente mostrado pelos artistas gregos em uma dessas duas poses: ereto, inclinando-se para frente, com um raio em sua mão direita, erguida, ou sentado, em pose majestosa.

     Segundo a mitologia, ele teria nascido da União de Réia e Cronos. Seu pai Cronos (deus do tempo), que imperava naquele momento, tinha o costume de engolir seus filhos com medo de que um deles lhe tirasse o trono. Mas quando Zeus nasceu, Réia percebeu que ele era uma criatura especial e o colocou escondido numa caverna. Então, para ludibriar Cronos, ela enrolou uma pedra num pano e entregou para que ele engolisse.

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     Já adulto Zeus enfrentou seu pai, e fez com que ele vomitasse todos os seus irmãos que continuassem vivos. Logo em seguida, prendeu Cronos sob a terra. Sendo assim, daquele momento em diante, ele passou a ser o maioral entre todos, ou seja, o deus dos deuses, e foi morar no Monte Olimpo. Ele se casou com sua irmã Hera, e teve várias amantes entre deusas e mortais, com elas ele teve vários filhos. Entre as imortais, contam-se Métis, que Zeus engoliu quando grávida para depois extrair Atena (deusa da sabedoria e da estratégia) da própria cabeça; Leto, que gerou Apolo(deus da medicina e da luz) e Ártemis; Sêmele, mãe de Dioniso(deus do vinho); e sua irmã Deméter, que deu à luz Perséfone (deusa do mundo subterrâneo). Com Hera concebeu Hefesto (deus do fogo), Hebe e Ares. Os outros filhos mais conhecidos de Zeus são: Hermes (deus do comércio e dos viajantes), Herácles (herói grego), Helena (princesa grega), Minos (rei de Creta).

 

Casamentos de Zeus

     Zeus casou-se 1º com Métis, a deusa da prudência, quando esta estava grávida de Atena, Gaia profetizou que o segundo filho dos dois iria destronar seu pai Zeus, como havia acontecido com Cronos e com Urano, e que isso era um ciclo eterno. Zeus, com temor de que isso acontecesse, montou uma armadilha: fez uma brincadeira com Métis, no qual eles se metamorfoseavam, Métis não foi prudente e aceitou, em algum momento Métis se metamorfoseou em uma mosca e foi engolida viva por Zeus, isso não adiantaria de nada, pois depois a cabeça de Zeus cresceria assustadoramente e Atena nasceria adulta da cabeça de Zeus,fazendo assim com que a profecia não se cumprisse.

     A segunda esposa de Zeus foi Têmis, uma titã, deusa da justiça, as Moiras levam Têmis até Zeus para se tornar sua segunda esposa, e as Moiras profetizam que Zeus tem muito a aprender com Têmis, que é tão sábia quanto Métis.

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     O matrimônio com Têmis acabaria e Zeus se casaria finalmente com sua irmã Hera. Apesar de casado com Hera, Zeus tinha inúmeras amantes (as paixões de Zeus). Usava dos mais diferentes artifícios de sedução, o deus assumia com frequência formas zoomórficas - cisne, touro - ou de nuvem ou chuva, em suas uniões com mortais, que deram origem a uma estirpe ímpar de heróis, como os Dióscuros (Castor e Pólux), Héracles (Hércules) e outros que ocupam lugar central nos ciclos lendários.

 

Poderes e atributos

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     De acordo com a crença dos gregos antigos, Zeus ficava no Monte Olimpo governando tudo o que acontecia na Terra. Era considerado também o deus do tempo, com raios, trovões, chuvas e tempestades atribuídas a ele. Mais tarde, ele foi associado à justiça e à lei. Havia muitas estátuas erguidas em honra de Zeus, a mais magnífica era a sua estátua em Olímpia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Originalmente, os Jogos Olímpicos eram realizados em sua honra.

sábado, 14 de agosto de 2010

Cosmogonia Grega

    A cosmogonia grega, segundo Hesíodo, desenvolve-se, ciclicamente, de baixo para cima, das trevas para a luz.
 
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    Primeiro era o Caos (vazio primordial, vale profundo, espaço incomensurável), matéria eterna, informe, rudimentar, mas dotada de energia prolífica).





      Depois surgiu a Terra (Gaia) – como eterna moradia para os deuses no Olimpo e no Tártaro (habitação profunda) e, simultaneamente, Eros (o Amor – a força do desejo).
 
Nova Imagem (1)Gaia (ou Géia) - a Terra
 
 Do Caos rebentam a Noite (Nyx) e Erebos (escuridão profunda).
 
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Érebos- a escuridão
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Nyx – a noite  

  






 
 


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Hemera
 
     A Noite dá à luz, fecundada por Erebos, ao Dia (Hemera) e o Éter.
 
 
 
 




      


A Terra (Gaia) dá à luz ao Céu (Urano), Montes e Pontos (mares).

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Titã  
 
     Com ele, ela cria os Titãs (Oceano, Ceos, Crio, Hiperión, Jápeto e Cronos) e as Titãnidas (Téia, Réia, Mnemósina, Febe e Tétis); entretanto Urano não lhes permitia sair do seio da Terra.
 
  




 
  Após os Titãs e Titânidas, Urano e Gaia geraram os Ciclopes (que tinham um só olho no meio da testa) e os Hecatônquiros (Monstros de cem braços e de  cinquenta cabeças).
                
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Téia
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   Cíclope 
 
   
 
 
 
 
 
              




 
 
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Hecatônquiros
 
Os deuses criam um após o outro 5 “raças” de Homens.

Em breve postarei sobre essas outras cinco “raças” de homens.

Fonte: http://herculeseseus12trabalhos.wordpress.com/

Escrito por:
     Lilia Cristina de Souza Machado nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de fevereiro de 1957, é aquariana, graduada em Inglês pela Cambridge University, graduada em História pela Universidade Veiga de Almeida, pós-graduada em Arte e Cultura, na Universidade Cândido Mendes, e estudante do conhecimento humano, especialmente dos ramos do imaginário.
 
 

domingo, 8 de agosto de 2010

Outros Deuses Menores, Divindades e Heróis

     As outras divindades são deuses menores. Muitas vezes filhos dos deuses Olímpicos ou dos Titãs. Apesar de sua pouca participação, não são menos importantes. Alguns deles são de vital importância e muito cultuados no mundo antigo. Ainda que não pertençam à lista clássica dos Doze Olímpicos, alguns deles são por vezes referidos como se fizessem parte.
 

Alfeu

Um deus-rio.

Anfitrite

Deusa dos mares e esposa de Poseidon

Anemoi

Bons ventos: Bóreas (vento norte), Nótus (sul), Zéfiro (oeste), Eurus (leste).

Aristeu

Deus pastor, criador da apicultura e plantio de oliveiras.

Bía

Personificação da violência.

Circe

Deusa da feitiçaria


Cárites

Deusas dos feitiços, da beleza, natureza, criatividade humana e fertilidade

Cratos

Personificação do poder.

Cronos

Titã; pai de Zeus.

Deimos

Personificação do terror

Dione

Mãe de Afrodite, com Zeus.

Eros

Deus do amor erótico e do desejo.

Eos

Deusa do amanhecer

Éris

A filha de Nix, é a deusa da discórdia.

Esculápio

Deus da medicina e da saúde.

Eurínome

Criadora do universo

Faetonte

Filho de Hélio, deus-sol, e da ninfa Climene

Fobos

Personificação do temor

Gaia

planeta Terra

Ganímedes

Copeiro dos deuses no palácio do Olimpo.

Hebe

Filha legitima de Zeus e Hera, deusa da juventude

Hécate

Deusa associada à magia, bruxas e cruzamentos

Hélios

Um titã, personificação do Sol.

Héracles

O maior herói dos mitos gregos

Horae

Porteiras do Olimpo.

Hipnos

Irmão gêmeo de Tânatos, e deus do sono.

Ilítia

Deusa do parto; filha de Hera e de Zeus.

Íris

Personificação do Arco-íris, também mensageira do Olimpo, juntamente com Hermes.


Io

Jovem sacerdotisa que o ciúme de Juno metamorfoseou em vaca para subtraí-la aos desejos de seu marido Júpiter

Ismênia

Irmã de Antígona, filha incestuosa de Édipo e Jocasta. Tentou defender a irmã de Creonte, sem sucesso.

Leto

Titã; mãe de Apolo e Ártemis.

Maya

Deusa mãe de Hermes

Morfeu

Deus dos sonhos

Métis

Deusa da prudência

Musas

Nove senhoras das ciências e das artes.

Nêmesis

Deusa grega da vingança.

Niké

Deusa da vitória.

Orfeu

Filho de Calíope, uma das nove Musas, foi o maior poeta grego.


Órion

Caçador e filho de poseidon, foi morto acidentalmente por Artêmis e transformado posteriormente em uma constelação

Pã ou Pan

Filho de Hermes. Deus dos bosques. dos pastores e dos animais

Perséfone

Deusa da Primavera e da Morte, filha de Deméter. Rainha dos Infernos.

Péon

Médico dos deuses.

Perseu

Filho de Zeus, o lendário fundador de Micenas e da Dinastia perseida.

Reia

Titã; mãe de Zeus

Selene

Deusa Lua

Semele

Deusa mãe de Dionísio

Tânatos

Filho de Nix e irmão gêmeo de Hipnos. Personificação da Morte.

Tífon

Filho de Gaia e Tártaros, deus da seca.

Zelo

Rivalidade

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Os Deuses Olímpicos

 O Que Representa
Zeus
Rei de Todos os Deuses
Afrodite
Amor
Ares
Guerra
Hera
Protetora das Mulheres, do Casamento e do Nascimento
Poseidon
Mares e Oceanos
Apolo
Luz do Sol, Poesia, Música, Beleza Masculina
Ártemis
Caça, Castidade, Animais Selvagens e Luz
Deméter
Colheita, Agricultura
Dionísio
Festas, Vinho
Hermes
Mensageiro dos Deuses, Protetor dos Comerciantes
Hefesto
Metais, Metalurgia, Fogo
Atena
Justiça, Civilização, Sabedoria
Hades*
Deus dos mortos, dos Infernos(mundo inferior) e das riquezas dos mortos.
Héstia
Deusa virgem do lar e da lareira.

* Hades mesmo não morando no Monte Olimpo, as vezes ele aparece como pertencente ao grupo dos deuses olímpicos.
 
Fonte: http://www.suapesquisa.com/

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Deuses

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     Os deuses mitológicos apesar de terem atributos divinos como o da imortalidade, eles tinham comportamentos tipicamente humanos como, maldade, bondade, egoísmo, fraqueza, força, vingança.
   Na Grécia, os deuses ocupavam o topo do Monte Olimpo, de onde decidiam e tomavam conta da vida dos mortais. Acreditavam também que os deuses desciam do Monte Olimpo para se relacionarem com as pessoas, daí dando origem aos heróis como Hércules.
   Cada entidade divina representava forças da natureza ou sentimentos humanos. Zeus é o deus supremo na mitologia grega, Júpiter é o da romana, Rá o da Egípcia.
     A mitologia era passada de forma oral de pai para filho e, muitas vezes, servia para explicar fenômenos da natureza ou passar conselhos de vida.

 
 
 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mitologia

 
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    O termo Mitologia vem do grego μυθολογία que significa o estudo dos mitos. Seres mitológicos são geralmente relacionados com a religião, sendo que alguns usam essa expressão para desacreditar, ou até mesmo, desmerecer uma religião. Civilizações antigas usavam esse termo para descrever suas crenças como mitologia grega, mitologia romana, mitologia egípicia, mitologia nórdica.
Sobre a sua origem alguns filósofos propuseram algumas teorias:
  • Teoria da Escritura: Afirma que as lendas mitológicas são derivadas de histórias das Escrituras Sagradas (bíblia) com alguns retoques e alterações. Dessa forma, Deucalião era Noé, Aríon era Jonas, Hércules era Sansão entre várias outras histórias. Essa teoria não é muito aceita, pois a maior parte das lendas não é explicada.
  • Teoria Histórica: Afirma que os personagens das lendas mitológicas eram pessoas normais que sofreram exageros e embelezamentos com o passar do tempo. Explica que nas lendas, os personagens ganhavam prestígio, soberania e maldições dependendo de suas obras reais. Como o caso de Éolo, foi chamado rei e deus dos ventos por ensinar os nativos a utilizarem vela nos navios, e o caso de Cadmo que a lenda diz ter plantado dentes de dragão para colher um exército, quando ele ensinou o alfabeto aos nativos da Grécia. Tais nativos mais tarde, fundaram uma civilização marcada pelo período “Idade de Ouro”.
  • Teoria Alegórica: Afirma que as lendas mitológicas são apenas lendas com uma verdade religiosa, moral ou filosófica. Dessa forma, as lendas são criadas para transmitir alguma mensagem. Por exemplo, Saturno devorava seus filhos, isso significa que o tempo destrói tudo o que um dia foi criado.
  • Teoria Física: Afirma que o ar, o fogo e a água são considerados elementos religiosos que merecem devoção sendo as principais divindades personificadas que governavam os objetos da natureza. Segundo os gregos, a natureza permanece repleta de seres invisíveis que ficam sob constante vigilância
 
 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mito

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     A expressão mito vem do grego antigo μυθος ("mithós") que significa uma narrativa de caráter simbólico, uma espécie de alegoria, que tenta, de alguma forma, achar uma explicação para os acontecimentos da vida, comparando-os com a realidade, e desta forma encontrar uma resposta para os fenômenos naturais, origem do mundo, do homem, de deuses, de semideuses e daí por diante.
O mito, de uma forma geral, traduz o que o ser humano pensa e assume como realidade, para que assim, o ser possa dar uma perspectiva melhor a sua própria vida. Ao passar dos anos, ou até mesmo séculos, muitos povos, de acordo com a sua cultura, adotaram determinados mitos, como por exemplo: a civilização grega.
Existem alguns tipos de mitos, como o Cosmogônico, que trata de uma das questões que afligem muito o ser humano até os dias de hoje, como a origem da humanidade e do universo. Mitos desse tipo costumam falar de material pré existente  a toda a criação como: oceanos e terras.
Outro tipo de mito é o Escatológico: que trata de grandes mistérios como: a morte, a extinção de povos e de todo o universo.
Mito Soteriológicos, aborda os salvadores e heróis como Jasão, Odisseu (Ulisses).
Ao mito também está associado o rito. O rito é o modo de como o homem se manifesta em relação ao mito como, por exemplo: em cerimônias, danças, orações e sacrifícios.
 
Escrito por: Eduardo Logan
 
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