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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Filosofia Estoica

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     A escola estóica recebe esse nome do local onde foi fundada, a porta pintada ("Stoa Poikile"), em Atenas, por Zenão de Cício, por volta de 300 a.C.. Zenão era fenício, como grande parte de seus colegas e discípulos. Se estes constituíram os primeiros estóicos, os últimos foram os romanos. Entre estes merece destaque especial Sêneca, não pela originalidade de suas idéias, mas pela sua capacidade de expressá-las, que o tornou um dos grandes nomes não só da filosofia, mas também da literatura latina.

     A Filosofia estóica propunha que a felicidade seria obtida por meio da reconciliação com a natureza, o que para eles significava obedecer à ordem dos acontecimentos que exprimiam a vontade divina. A natureza, com o verdadeiro e divino ser, assumia as dificuldades e os possíveis paradoxos provenientes da relação entre ela e o homem, sendo o próprio homem também natureza, ao mesmo tempo interpretando-a e modificando-a por meio de seus pensamentos, suas palavras e ações. Essa Filosofia dividia-se em três partes: a lógica, a física e a moral - que os estóicos acreditavam estar em íntima relação, de tal forma que nenhuma poderia ser entendida sem a outra, já que se referiam a uma única coisa, considerada de diferentes pontos de vista.

     Para os estóicos, o fim supremo, o único bem do homem, não é o prazer, a felicidade, mas a virtude. Ou seja, o bem absoluto e único é a virtude, e o mal único e absoluto o vício. A paixão, na filosofia estóica, é sempre má; pois é movimento irracional, vício da alma? Quer se trate de ódio, quer se trate de piedade. De tal forma, a única atitude do sábio estóico deve ser o aniquilamento da paixão, até a apatia. O ideal ético estóico não é o domínio racional da paixão, mas a sua destruição total, para dar lugar unicamente à razão: maravilhoso ideal de homem sem paixão, que anda como um Deus entre os homens. Daí a guerra justificada do estoicismo contra o sentimento, a emoção, a paixão, donde deriva o desejo, o vício, a dor, que devem ser aniquilados.

     O estoicismo pode-se dividir em três períodos: um período antigo ou ético, um período médio ou eclético, um período recente ou religioso. Os dois últimos, bastante divergentes do estoicismo clássico.

Principais Representantes:

Zenon de Cítion, Cleantes de Asso, Crisipo de Solunte, Panécio de Rodes, Posidônio de Apaméia, Sêneca de Córdoba, o escravo Epicteto, o imperador Marco Aurélio, Sêneca, etc.

Eduardo Logan

Fontes:

http://educacao.uol.com.br/filosofia/estoicismo-indiferenca-renuncia-e-apatia-estoica.jhtm

http://www.arautos.org.br/artigo/5941/Os-componentes-da-Filosofia-estoica.html

http://www.mundodosfilosofos.com.br/estoicismo.htm

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Filosofia Patrística

Índice

    Uma filosofia elaborada com o intuito de conciliar os pensamentos filosóficos dos gregos e latinos com o cristianismo. Essa conciliação era uma tentativa de convencer os pagãos a se converter ao evangelho (a nova verdade), ou seja, um meio da igreja tentar se defender dos ataques teóricos e morais que eram constantemente impostos pelos sábios antigos.

     O nome Patrística é devido a ela ter sido elaborada pelos padres da Igreja. E eles foram responsáveis por confirmar e defender a fé, a liturgia, a disciplina, criar os costumes e decidir os rumos da Igreja, ao longo dos sete primeiros séculos do Cristianismo. É a Patrística, basicamente, a filosofia responsável pela elucidação progressiva dos dogmas cristãos e pelo que se chama hoje de Tradição Católica.

A divisão da Patrística se dá em:

Patrística grega – Ligada a Igreja de Bizâncio;

Patrística Latina – Ligada a Igreja de Roma;

     Seus nomes mais importantes foram: Justino, Tertuliano, Atenágoras, Orígenes, Clemente, Eusébio, Santo Ambrósio, São Gregório Nazianzo, São João Crisóstomo, Isidoro de Sevilha, Santo Agostinho, Beda e Boécio.

     Assim sendo, o grande tema de toda a Filosofia Patrística é o da possibilidade de conciliar razão e fé.

Eduardo Logan

Fontes:

http://www.discursus.hpg.ig.com.br/javanes/periodos.html

http://reflexoesentremundos.blogspot.com/2010/05/filosofia-patristica.html

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Filosofia Escolástica

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    Esta linha de pensamento filosófico nasceu na Europa, na Idade média, e teve domínio sobre o pensamento cristão entre os séculos IX e XVI (algumas literaturas datam século XI e XIV). Seu nome, Escolástica, vem do fato de ter sido uma filosofia ministrada nas escolas, com intuito de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, considerada, então, como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade. As disciplinas ministradas na época eram divididas em Trivium (gramática, retórica e dialética) e Quadrivium (aritmética, geometria, astronomia e música). A escolástica surge na tentativa de se aprofundar a filosofia, e é o resultado dos estudos aprofundados da dialética.

     O método dos Escolásticos é fundamentado na lectio (o mestre domina a palavra), na disputatio (debate livre entre o professor e seu discípulo); e nas formas literárias.

     Um dos seus grandes nomes foi São Tomás de Aquino que interpretou Aristóteles por um ponto de vista cristão, onde tentou unir num só pensamento razão e fé, acreditando que não havia contradição entre elas, pois ambas vinham de Deus. São Tomás de Aquino dividiu o conhecimento humano em duas partes. O conhecimento sobrenatural ensinado pela fé, como a concepção da ideia de Trindade Divina (Deus como Pai, Filho e Espírito Santo), e conhecimento natural que viria à luz da razão, como os teoremas matemáticos.

     Outros nomes da Filosofia escolástica são: Santo Agostinho, Santo Anselmo, Roger Bacon, Pedro Abelardo, Duns Scot, Etc..

 

Eduardo Logan

Fontes:

http://www.mundodosfilosofos.com.br/escolastica.htm

http://www.infoescola.com/filosofia/escolastica/

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Os 10 Mandamentos de Maquiavel

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     O objetivo de escrever estes 10 mandamentos maquiavélicos, foi para tentar sintetizar a ideia de sua obra prima “O Príncipe”.

1° Zelai apenas pelos vossos próprios interesses

    Maquiavel não conseguia ver o mundo como uma unidade, era cego moralmente. Para ele, a humanidade era uma legião de indivíduos ingênuos e brutos, e que esses brutos poderiam oprimir os ingênuos para alcançar os seus fins; pois, pensava ele: “A força é direito; portanto, o forte deve defender sua força e fazer leis para sua própria proteção contra os fracos. O dever do fraco é servir o forte, e o dever do forte é servir a si mesmo”.

2° Não honreis a mais ninguém além de vós mesmos

     Escreveu Maquiavel: ”Aquele que é a causa da grandeza de outro é tolo. Pugnai pelos interesses de outros apenas quando puderdes fazer bom uso deles. Mas no momento em que esse outro tornar-se popular matai-o. Para o homem ambicioso é imperativo não possuir rivais.” Em sua opinião, para que um país ou nação fosse bem sucedido, se fazia necessária apenas a existência de um chefe, e que todas as outras pessoas deveriam ser escravas, ou seja, um príncipe só pode receber benefícios e nunca conceder.

3° Fazei o mal, mas fingi fazer o bem

     Ele acreditava piamente no valor da insinceridade, sempre aconselhava aos estadistas a nunca serem honestos, e afirmava que ser bom é prejudicial, mas que o importante é parecer ser bom; pois, com a finalidade de preservar seu poder, o príncipe, quando necessário, deve cometer roubos, agir contra a justiça, e outras barbaridades mais, porém, os seus súditos não podem desconfiar, devem acreditar, ingenuamente, que o príncipe é uma criatura nobre, honrada e digna de reverência.

4° Cobiçai e procurai obter tudo o que puderdes

     De acordo com o seu código de conduta, o príncipe deve correr atrás de tudo que ele desejar, não importando, de maneira nenhuma, os direitos dos outros, mas, avisa ele, “Roubai tudo o que puderdes e silenciai os que se queixarem; aparentai ser sempre um príncipe liberal”; ou seja, Maquiavel diz ao príncipe, que controle a sua cobiça, não porque considere isso um erro, mas porque roubar de mais de seus concidadãos pode acarretar a ira deles, e eles poderiam tramar contra o próprio príncipe. Assim, ele aconselha que roube dos estrangeiros que seriam fracos no propósito de realizar alguma vingança.

5° Sede miserável

     Maquiavel aconselha que o príncipe, guarde seu dinheiro e gaste o dos outros. Afirmando que um príncipe não pode ser generoso com os seus súditos, pois, se chegar a esse ponto de tamanha generosidade, todos os seus súditos ficaram contentes, mas depois quando os seus fundos se tornarem escassos, será obrigado a aumentar os impostos do seu povo. Em se tratando do dinheiro pilhado nas guerras, com este sim, o príncipe deve ser generoso, pois desta forma, a população o louvará e estará disposta a lutar e morrer por ele em novas batalhas.

6° Sede Brutal

     Um príncipe nunca pode ser suave no seu comando, tem que ser brutal, porque, escreveu Maquiavel “somente um bruto pode ser um grande rei”, do contrário, todos os que amaram a justiça, ou foram benevolentes tiveram um destino cruel. Em suas palavras: ”Um príncipe, para observar a obediência de seus súditos e o respeito de seus soldados, terá que sufocar em si o homem e desenvolver a besta.”

7° Lograi o próximo toda vez que puderdes

     Ele recomenda ao príncipe que seja feroz que nem um leão e astuto que nem uma raposa. Pois, pensa ele, que para derrotar seus inimigos o príncipe deve convertê-los em brutos, e dessa forma, agir como uma raposa para obter sucesso.

8° Matai os vossos inimigos e, se for necessário os vossos amigos

     Maquiavel viveu numa época onde era comum queimar pessoas nas fogueiras, só por terem uma outra religião, jogar pessoas aos leões por diversão, como se estivéssemos indo assistir à uma partida de futebol, então, matar inimigos e até mesmos assassinar os próprios amigos eram atitudes aceitas como via de regra do mundo daquele período.

9° Usai a força, em vez da bondade, ao tratardes com o próximo

     Quem não se lembra da famosa frase “não quero ser amado, quero ser temido”, é nesse mandamento que ele trata desse assunto. Em suas próprias palavras ele o expressa assim: “Quando tiverdes um príncipe rival fora dos vossos domínios, fazei uma investida contra ele e destrua inteiramente as raízes de sua família”; aqui ele quis dizer, para matar todos da família sem deixar sobrevivente algum, porque, este, algum dia, pode querer se vingar do mal que você cometeu a sua família; e continua ele: “um homem ambicioso não pode ser cruel apenas em parte; sê-lo-á de um modo completo ou terá de renunciar à sua ambição. Quando tiverdes de vos apoderar de um Estado, ou de roubar um homem, deverás empregar toda a violência de uma só vez, para que o ofendido dela se esqueça depressa; por outro lado, se fordes obrigado a conceder benefícios, concedei-os pouco a pouco, a fim de que eles sejam sempre lembrados. Um tirano deve manter-se pela força e não pela boa vontade de seus súditos.”

10° Pensai exclusivamente na guerra

     “Um príncipe deverá dedicar-se exclusivamente à arte de matar, pois a guerra é a única arte a que se deve dedicar um governante.” O príncipe deve estar sempre compenetrado na arte da guerra e não se distrair dela em nenhum momento. Em tempo de paz, ele deve se preparar para a guerra, todas as suas leituras, jogos e etc. tem que haver um fim de se preparar, criar estratégias, para uma futura conquista ou defesa de seus interesses, pois, no mundo maquiavélico todos os caminhos conduzem à guerra.

    

     Este texto foi um pouco das teorias encontradas no seu livro “O Príncipe”, espero que tenham gostado, se não, critiquem o quanto quiserem, mas lembrem, sempre com respeito e palavras adequadas.

 

Escrito por: Eduardo Logan

Baseado no livro:

THOMAS, Henry - A história da Raça Humana,

Porto Alegre, 3ª edição – Ed. Globo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Maquiavel, eis o cara!

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Nicolau Maquiavel, Pintura de Santi di Tito


    Nicolau Maquiavel, em italiano Niccolò Machiavelli, (Florença, 3 de maio de 1469 — Florença, 21 de junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de haver escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento fosse mal interpretado historicamente. Desde as primeiras críticas, feitas postumamente por um cardeal inglês, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia e, às vezes, até maldade.
     Maquiavel recebeu uma educação diplomática em várias cortes da Europa. Durante dez anos de 1502 a 1512, foi o braço direito de Soderini, o presidente perpétuo de Florença, Tinha tido, portanto, oportunidade para observar o que se passava nos bastidores da política europeia. Reorganizou o Exército florentino; escreveu os discursos de Soderini, e foi o maior responsável por muitos dos seus atos.
     Quando Soderini foi destronado por Lourenço de Médicis, Maquiavel foi submetido à tortura e depois exilado para uma localidade distante cerca de doze milhas de Florença, onde se encontrava bastante próximo para acompanhar a marcha dos negócios de sua cidade natal, mais ainda muito longe para interferir na política dos Médicis. Incapacitado, assim, de tomar parte ativa na política, Maquiavel passava seu tempo a ensinar aos outros como se tornar político de sucesso. Escreveu inúmeros livros sobre a arte de governar, sete sobre a arte da guerra, uma sátira sobre o casamento, uma ou duas peças teatrais e diversas histórias realistas com um acentuado sabor de lascívia. Deixou a moralidade para um lado e, sem rodeios, falou a um mundo de bárbaros cuja a desonestidade era a melhor política. A Cavalaria, que desempenhava na época um importante papel, pareceu-lhe ridícula, e o militarismo sincero uma estúpida farsa. Na guerra, declarou: “nada é honesto e tudo é belo, se precisardes apunhalar o inimigo, sede atencioso para com ele e fazei-o pelas costas”.
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     As ideias de Maquiavel estão claramente expressas na obra “O Príncipe”. Esse livro é o manual da opressão. Maquiavel era um ardente admirador de César Bórgia, e em “o Príncipe” usa esse tirano como modelo de grandeza. Aconselhou o novo príncipe de Florença, Lourenço de Médicis, e todos os outros governantes a empregar os métodos de Bórgia se quisessem apoderar-se do governo de um novo Estado e reter sua soberania sobre ele. Maquiavel não se interessava de nenhum modo pelo bem-estar dos súditos; sua preocupação consistia apenas na grandeza do príncipe. O livro constitui o melhor comentário sobre o estado de moralidade na Europa durante os séculos XV e XVI, embora não tivesse sido escrito com tal intenção.
     Maquiavel fez o que se pedia. Pintou os homens como eles eram naquela época e não como fingiam ser. Realista como era, demonstrou ser a Europa nada mais do que um formigueiro de selvagens. E então, com uma franqueza brutal, explicou aos interessados, na única linguagem que podiam entender, o que precisavam fazer para prosseguir na sua selvageria.
     Deu a um mundo que fingia se ofender com isso, mas que na realidade se regozijava, um novo decálogo de brutalidade e, em seu lugar, passou a pregar o Sermão da Espada.
    Maquiavel, pode ter sido considerado um bárbaro, como o resto dos seus contemporâneos; mas, não foi hipócrita.

Fonte: THOMAS, Henry - A história da Raça Humana,
Porto Alegre, 3ª edição – Ed. Globo
 
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