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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Os 10 Mandamentos de Maquiavel

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     O objetivo de escrever estes 10 mandamentos maquiavélicos, foi para tentar sintetizar a ideia de sua obra prima “O Príncipe”.

1° Zelai apenas pelos vossos próprios interesses

    Maquiavel não conseguia ver o mundo como uma unidade, era cego moralmente. Para ele, a humanidade era uma legião de indivíduos ingênuos e brutos, e que esses brutos poderiam oprimir os ingênuos para alcançar os seus fins; pois, pensava ele: “A força é direito; portanto, o forte deve defender sua força e fazer leis para sua própria proteção contra os fracos. O dever do fraco é servir o forte, e o dever do forte é servir a si mesmo”.

2° Não honreis a mais ninguém além de vós mesmos

     Escreveu Maquiavel: ”Aquele que é a causa da grandeza de outro é tolo. Pugnai pelos interesses de outros apenas quando puderdes fazer bom uso deles. Mas no momento em que esse outro tornar-se popular matai-o. Para o homem ambicioso é imperativo não possuir rivais.” Em sua opinião, para que um país ou nação fosse bem sucedido, se fazia necessária apenas a existência de um chefe, e que todas as outras pessoas deveriam ser escravas, ou seja, um príncipe só pode receber benefícios e nunca conceder.

3° Fazei o mal, mas fingi fazer o bem

     Ele acreditava piamente no valor da insinceridade, sempre aconselhava aos estadistas a nunca serem honestos, e afirmava que ser bom é prejudicial, mas que o importante é parecer ser bom; pois, com a finalidade de preservar seu poder, o príncipe, quando necessário, deve cometer roubos, agir contra a justiça, e outras barbaridades mais, porém, os seus súditos não podem desconfiar, devem acreditar, ingenuamente, que o príncipe é uma criatura nobre, honrada e digna de reverência.

4° Cobiçai e procurai obter tudo o que puderdes

     De acordo com o seu código de conduta, o príncipe deve correr atrás de tudo que ele desejar, não importando, de maneira nenhuma, os direitos dos outros, mas, avisa ele, “Roubai tudo o que puderdes e silenciai os que se queixarem; aparentai ser sempre um príncipe liberal”; ou seja, Maquiavel diz ao príncipe, que controle a sua cobiça, não porque considere isso um erro, mas porque roubar de mais de seus concidadãos pode acarretar a ira deles, e eles poderiam tramar contra o próprio príncipe. Assim, ele aconselha que roube dos estrangeiros que seriam fracos no propósito de realizar alguma vingança.

5° Sede miserável

     Maquiavel aconselha que o príncipe, guarde seu dinheiro e gaste o dos outros. Afirmando que um príncipe não pode ser generoso com os seus súditos, pois, se chegar a esse ponto de tamanha generosidade, todos os seus súditos ficaram contentes, mas depois quando os seus fundos se tornarem escassos, será obrigado a aumentar os impostos do seu povo. Em se tratando do dinheiro pilhado nas guerras, com este sim, o príncipe deve ser generoso, pois desta forma, a população o louvará e estará disposta a lutar e morrer por ele em novas batalhas.

6° Sede Brutal

     Um príncipe nunca pode ser suave no seu comando, tem que ser brutal, porque, escreveu Maquiavel “somente um bruto pode ser um grande rei”, do contrário, todos os que amaram a justiça, ou foram benevolentes tiveram um destino cruel. Em suas palavras: ”Um príncipe, para observar a obediência de seus súditos e o respeito de seus soldados, terá que sufocar em si o homem e desenvolver a besta.”

7° Lograi o próximo toda vez que puderdes

     Ele recomenda ao príncipe que seja feroz que nem um leão e astuto que nem uma raposa. Pois, pensa ele, que para derrotar seus inimigos o príncipe deve convertê-los em brutos, e dessa forma, agir como uma raposa para obter sucesso.

8° Matai os vossos inimigos e, se for necessário os vossos amigos

     Maquiavel viveu numa época onde era comum queimar pessoas nas fogueiras, só por terem uma outra religião, jogar pessoas aos leões por diversão, como se estivéssemos indo assistir à uma partida de futebol, então, matar inimigos e até mesmos assassinar os próprios amigos eram atitudes aceitas como via de regra do mundo daquele período.

9° Usai a força, em vez da bondade, ao tratardes com o próximo

     Quem não se lembra da famosa frase “não quero ser amado, quero ser temido”, é nesse mandamento que ele trata desse assunto. Em suas próprias palavras ele o expressa assim: “Quando tiverdes um príncipe rival fora dos vossos domínios, fazei uma investida contra ele e destrua inteiramente as raízes de sua família”; aqui ele quis dizer, para matar todos da família sem deixar sobrevivente algum, porque, este, algum dia, pode querer se vingar do mal que você cometeu a sua família; e continua ele: “um homem ambicioso não pode ser cruel apenas em parte; sê-lo-á de um modo completo ou terá de renunciar à sua ambição. Quando tiverdes de vos apoderar de um Estado, ou de roubar um homem, deverás empregar toda a violência de uma só vez, para que o ofendido dela se esqueça depressa; por outro lado, se fordes obrigado a conceder benefícios, concedei-os pouco a pouco, a fim de que eles sejam sempre lembrados. Um tirano deve manter-se pela força e não pela boa vontade de seus súditos.”

10° Pensai exclusivamente na guerra

     “Um príncipe deverá dedicar-se exclusivamente à arte de matar, pois a guerra é a única arte a que se deve dedicar um governante.” O príncipe deve estar sempre compenetrado na arte da guerra e não se distrair dela em nenhum momento. Em tempo de paz, ele deve se preparar para a guerra, todas as suas leituras, jogos e etc. tem que haver um fim de se preparar, criar estratégias, para uma futura conquista ou defesa de seus interesses, pois, no mundo maquiavélico todos os caminhos conduzem à guerra.

    

     Este texto foi um pouco das teorias encontradas no seu livro “O Príncipe”, espero que tenham gostado, se não, critiquem o quanto quiserem, mas lembrem, sempre com respeito e palavras adequadas.

 

Escrito por: Eduardo Logan

Baseado no livro:

THOMAS, Henry - A história da Raça Humana,

Porto Alegre, 3ª edição – Ed. Globo

18 comentários:

  1. Maquiavel é o cara! aprendi muito com ele. Afinal não é qualquer escritor que faz suas abras continuarem vivas 500 anos...

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  2. Você conhece o irmão do Ocioso? Não! Então venha se divertir com o www.tedioso.com

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  3. Maquiavel expos o verdadeiro comportamento do homem.Se todos soubessem disso ao invez de ficar acreditando nas fantasias que enfiam na nossa cabeça (principalmente as igrejas) ,todos ficariamos mais atentos nos relacionamentos e sofreriamos menos decepçoes.
    Os governos usam os seus ensinamentos,mas nao querem que a populaçao saiba.Por isso ele e tao mal falado e muito pouco estudado no ensino regular

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  4. Bom dia,

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  5. 1º ZELAI APENAS PELOS VOSSOS PRÓPRIOS INTERESSES:
    Machiavelli aborda seus interesses primordiais, que ao longo do livro "O Príncipe" deixa claro que são: um exército nacional, boas leis, e evitar o ódio do povo. Ler Capítulo 5,7,13 e 17.
    Machiavelli no capítulo 5: "Quando os estados que forem adquiridos estiverem acostumados a viver sob leis próprias e em liberdade, existem 3 caminhos: o primeiro é arruiná-lo, o segundo é habitar no estado e o terceiro é permitir que continuem vivendo sob próprias leis".
    Machiavelli no capítulo 7 ele deixa claro sobre como os interesses do príncipe são de fato o mais importante: "Portanto, aquele que achar necessário se assegurar no seu novo principado, fazer amigos, vencer ou pela força ou pela fraude, fazer-se amado e temido povo, ser seguido e reverenciado pelos soldados, eliminar aqueles que têm poder ou razões para feri-lo, trocar a ordem antiga das coisas por nova ordem, ser severo e grato, magnânimo e liberal destruir uma milícia infiel e criar uma nova, manter a amizade dos reis e dos príncipes, de modo que o ajudem com zelo ou o ofendam com temor, não poderá encontrar melhor exemplo do que as ações do duque".
    Machiavelli no capítulo 13 deixa explícito sobre a ordem nacional: "Os exércitos da França, portanto, se tornaram mistos com parte das tropas mercenárias e parte das próprias, tropas estas que, juntas, são muito melhores do que as mercenárias sozinhas ou as auxiliares sozinhas, porém, mesmo assim, muito inferiores ao exército próprio".
    Machiavelli no capítulo 17 explícita uma frase : "deve apenas se empenhar para evitar o ódio".
    Machiavelli no capítulo 19 evidencia: "evitar ser odiado e desprezado e mantendo o povo satisfeito".

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  6. 2º NÃO HONREIS A MAIS NINGUÉM ALÉM DE VÓS MESMOS
    Temos em mente que não podemos honrar a ninguém, claro que devemos ser cautelosos para sempre administrarmos essa regra com astúcia.
    Machiavelli diz sobre isso no capítulo 3 em duas passagens, em uma passagem sobre os erros Luis, veja: "Luis tinha, cometido esses cinco erros: eliminou os menos fortes, engrandeceu um dos grandes poderes na Itália, trouxe um poder estrangeiro, não foi habitar no país e não instalou colônias". Na segunda passagem ele extrai uma regra geral: "Aquele que é causa do poderio de alguém se arruína, pois tal poder foi alcançado ou através das astúcia ou da força e ambas são suspeitas para aquele que se tornou poderoso".
    No capítulo 13 ele demonstra uma abordagem sobre o que aconteceria de você ganhasse uma guerra com tropas auxiliares: "Tropas mercenárias , o mais perigoso é a covardia; nas auxiliares o heroísmo".

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  7. 2º NÃO HONREIS A MAIS NINGUÉM ALÉM DE VÓS MESMOS
    Temos em mente que não podemos honrar a ninguém, claro que devemos ser cautelosos para sempre administrarmos essa regra com astúcia.
    Machiavelli diz sobre isso no capítulo 3 em duas passagens, em uma passagem sobre os erros Luis, veja: "Luis tinha, cometido esses cinco erros: eliminou os menos fortes, engrandeceu um dos grandes poderes na Itália, trouxe um poder estrangeiro, não foi habitar no país e não instalou colônias". Na segunda passagem ele extrai uma regra geral: "Aquele que é causa do poderio de alguém se arruína, pois tal poder foi alcançado ou através das astúcia ou da força e ambas são suspeitas para aquele que se tornou poderoso".
    No capítulo 13 ele demonstra uma abordagem sobre o que aconteceria de você ganhasse uma guerra com tropas auxiliares: "Tropas mercenárias , o mais perigoso é a covardia; nas auxiliares o heroísmo".

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  8. 3º FAZEI O MAL, MAS FINGI FAZER O BEM
    A questão que impera é o fato de que de acordo com a necessidade deve-se sim fazer o mal, com pretexto de fazer uma coisa boa, veremos algumas passagens durante o texto.
    No capítulo 8, fala-se sobre o uso da crueldade, Machiavelli diz: "Bem usadas, pode-se dizer daquelas (se do mal for lícito falar bem) às quais se recorre instantaneamente, pela necessidade de manter a própria segurança e que não as utilizadas com persistência, a menos que possam vir a ser favoráveis para os súditos. Crueldade mal usadas são aquelas que, mesmo poucas a princípio, com o decorrer do tempo aumentam, ao invés de se extinguirem".
    Machiavelli também diz no capítulo 20 algo surpreendente sobre o uso da maldade a fim de tornar cada vez mais glorioso, veja: "Sem dúvida alguma, os príncipes se tornam grandes quando superam as dificuldades e os obstáculos com que são conformados; e portanto a fortuna, principalmente quando deseja tornar grande um príncipe novo, que tem mais necessidade de adquirir reputação do que um príncipe hereditário, faz que inimigos surjam e façam planos contra eles, para que assim tenham a oportunidade de superá-los e por meio deles subir mais alto pela escada que os inimigos que lhe oferecem. Por essa razão, muitos acreditam que um príncipe sábio, dada a oportunidade, deve procurar incentivar alguma inimizade para que, tendo-a eliminado, possa melhorar ainda mais a sua reputação".

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  9. 4° COBIÇAI E PROCURAI OBTER TUDO O QUE PUDERES
    Machiavelli, visa esse conceito de uma forma específica, o que quero dizer é que ele não deixa claro que você deve roubar a todo o custo, saquear a toda hora, mas a cobiça que se demonstra vem a ser uma forma de querer ter o que o outro tem quando isso se aplica ao inimigo, obter tudo dele e agir com extrema liberalidade com as coisas dos outros, veja essa passagem no capítulo 16: " Se alguém replicar dizendo que já dizendo que já existiram muitos príncipes que conquistaram grandes feitos com os sues exércitos, mesmo sendo considerados liberais, eu responderei que ou o príncipe gasta do seu, ou do de seus súditos, ou dos outros. Mais uma passagem, "sua reputação não é prejudicada se você gasta aquilo que é dos outros;pelo contrário, ela melhora. É somente gastar o que é seu que o prejudica".

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  10. 5º SEDE MISERÁVEL
    Machiavelli deixa claríssimo o fato do príncipe ser totalmente miserável, mas é claro que ter essa fama não é prejudicial, logo é bom ter fama de generoso se possível. Sendo liberal você irá se prejudicar de forma vil, veja o pensamento dele na passagem do capítulo 16: "A liberalidade praticada de tal forma que por ela não lhe venha reputação, o fere, porque, se usada de forma honesta e como deve ser usada, ela pode não se tornar conhecida e não evitará a má fama do seu oposto. Portanto, qualquer um que queira manter entre os homens a fama de liberalidade é obrigado a evitar qualquer fama de liberalidade é obrigado a evitar qualquer atributo de ser magnífico, de tal forma que um príncipe que agir assim consumirá em ostentação toda a receita e terá necessidade de, no fim, se quiser manter sua reputação de generoso, aumentar muito os impostos e fazer tudo que puder para obter renda. Isso fará que seus súditos passem a odiá-lo e, ficando pobre, ele será pouco estimado".
    Mais uma passagem sobre ser miserável: "Portanto, é mais sábio ter fama de miserável, que é reprovado, porém não causa ódio, do que ser obrigado, ao tentar obter fama de liberal, a ser reconhecido como rapace, o que gera reprovação e ódio".

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  11. 6° SEDE BRUTAL
    Machiavelli nos mostra para sermos brutais no sentido de afastar o perigo como ele deixa claro no capítulo 17, veja essa presságio: "Portanto, um príncipe, desde que mantenha os seus súditos e leais, não deve temer a má fama de cruel, pois, com poucos exemplos, ele será mais piedoso do que aqueles que, por excessiva piedade, deixa acontecer as desordens, que resultam em assassinatos e roubos, pois estes costumam prejudicar todo o povo, enquanto as execuções que emanam do príncipe atingem apenas um indivíduo".
    Machiavelli deixa um indício sustentável de sua idéia de usar a crueldade: " O príncipe deve inspirar medo de tal forma que, se não conquistar o amor, evitará o ódio".
    Uma forma bastante curiosa de abordar as situações se passa no capítulo 18: "Você deve saber que existem duas formas de contestar; uma através da das leis e outra através da força", mais um passagem, "Necessário para um príncipe entender como utilizar o lado animal e o lado humano".
    Machiavelli faz uso de duas criaturas que podemos se ater : "Um príncipe, portanto, precisando saber bem empregar o animal, deve escolher a raposa e o leão, pois o leão não consegue se defender dos laços e a raposa não consegue se defender dos lobos. Portanto é necessário ser uma raposa para conhecer os laços e um leão para aterrorizar os lobos. Aqueles que agem apenas como leão não entendem como os laços agem".

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  12. 7º LOGRAI O PRÓXIMO TODA A VEZ QUE PUDERES
    Essa é uma conduta de Machiavelli é muito interessante, pois vemos no mundo da política um engano, uma falsa aparência de que está tudo bem, no entanto acho prudente enunciar o fato de um pensamento muito radical sobre os seres humanos que particularmente estou de acordo: "Homens, que são ingratos, volúveis, falsos, covardes, avarentos e, enquanto estão ganhando, eles estão com você lhe oferecem o próprio sangue, os bens, a vida e os filhos, desde que, como disse antes, a necessidade de darem tudo isso esteja distante; mas, quando se aproxima se revoltam", veja mais um exemplo: "um senhor sábio não pode guardar sua palavra quando isso é prejudicial a ele e quando as razões de ele ter dito o que disse não existem mais. Se os homens fossem inteiramente bons, esse preceito não se manteria; mas, como são maus e não manterão a palavra deles com você, não há razão para que você também cumpra a sua. Jamais faltara a um príncipe razões legítimas para justificar a quebra da sua palavra".
    Machiavelli, deixou claro a todos nós que alguns homens são sem caráter, e todos não são bons, portanto devemos sempre enganá-los, ou seja, enganar o povo sempre que puder, veja:"É necessário saber disfarçar bem essa característica e ser um grande simulador e dissimulador: os homens são tão simples e tão sujeitos às necessidades do momento que aquele que procura enganar sempre encontra que m se deixa enganar".
    Machiavelli demonstra no capítulo 18 sua idéia: "Portanto, desnecessário que um príncipe tenha todas as qualidades ( essas qualidades são, honesto - desonesto, cruel - piedoso, covarde- impetuoso, generoso- miserável) mas é bastante necessário tê-las e sempre possuí-las. E ainda ouso dizer que tê-las e sempre usá-las é danoso, enquanto aparentar ter essas qualidades é útil. Parecer piedoso, fiel, humano, religioso, íntegro, mas com a mente preparada, de modo que, precisando não ser essas coisas, possa e saiba ser o contrário", um pensamento de adaptação sobre o engano que ele menciona: "Portanto, é preciso que ele tenha uma mente disposta a mudar de acordo com os ventos e as variações da sorte, e ainda, como eu disse antes, não deixar de ser bom se possível, mas se necessário, saber então ser o inverso".
    Machiavelli mas uma vez foca no engano de forma descarada: "um príncipe deve ter muito cuidado para não deixar escapar de sua boca nada que não seja repleto das cinco qualidades antes mencionadas para que ele pareça, para quem ver e ouvir, repleto de piedade, fé, humanidade, integridade, e religião. Nada mais necessário que essa última, já que os homens em geral julgam mais pelos olhos do que pelas mãos", atentem-se este presságio "Todos vêem o que aparenta ser, poucos realmente sabem o que você é", e para fechar essa idéia de logro, "O povo sempre se deixa levar pelas aparências e pelos resultados, e no mundo não existe se não o povo, pois poucos encontram um lugar quando muitos não tem onde se apoiar".
    Machiavelli parece que estava fazendo um psicografia do nosso mundo, pois desde o renascimento (era de Machiavelli) o ser humano sempre será e nunca deixará de ser uma criatura repugnante, fecharemos esse mandamento com o príncipe da época chamado Felipe Aragão, leiam, "Um príncipe dos dias de hoje, que não convém nomear, não prega senão a paz e a fé, e ele é hostil, a ambas as coisas, e, se as tivesse praticado, teria perdido, sua reputação e seu resultado em mais de uma ocasião".

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  13. 8° MATAI OS VOSSOS INIMIGOS, E SE FOR NECESSÁRIO OS VOSSOS AMIGOS
    Machiavelli aborda um tema no capítulo 8 extremante polêmico, sobre conseguir as coisas através da perversidade, esse mandamento trata diretamente de matar os amigos, analisemos como podemos aprender com a psicopatia elevada de Oliverotto de Fermo. Esse homem conseguiu um feito grande, porém a sua estadia no poder fora breve, uma vez que o mesmo não soube argüir de forma inteligente sua falta "extrema de limites", veja agora a passagem: "Oliverotto de Fermo, tendo fica do órfão muitos anos antes, foi criado por um tio materno chamado Giovanni Fogliani e, no início da sua juventude, foi mandado lutar sob o comando de Paulo Vitelli, a fim de que, sendo treinado naquela disciplina, pudesse atingir alguma posição alta na sua profissão militar. Após a morte de Paulo, ele militou sob Vitelozzo, irmão de Vitelli, e em muito pouco tempo, sendo engenhoso e tendo físico e ânimo fortes, tornou-se o primeiro homem de sua milícia. Mas, parecendo-lhe coisa servil ficar sob ordens de outra pessoa, ele decidiu, com a ajuda de alguns cidadãos de Fermo, que achavam mais importante a servidão que a liberdade de sua pátria, e com a ajuda dos Vitelli, ocupar Fermo. Então ele escreveu a Giovanni Foglianni dizendo que, por ter passado muitos anos fora de casa, desejava visitá-lo e de certa forma conhecer o seu patrimônio. E, apesar de não ter trabalhado para adquirir nada fora a honra, para que seus concidadãos vissem como não tinha gasto o tempo em vão, queria chegar com pompa. Iria então acompanhado de cem cavalheiros, de amigos e servidores, e pediu a Giovanni Foglianni que fosse recebido pelos cidadão de Fermo com todas as honras, o que não somente significaria, mas também o próprio Giovanni, já que fora ele quem o havia criado. Giovanni, portanto, não deixou de dar atenção a seu sobrinho e fez com que fosse recebido com todas as honras pelos Fermos. Ele o hospedou em sua própria casa, onde, tendo passado alguns dias e organizado o que era necessário para suas cruéis intenções, Oliverotto preparou um banquete solene para Giovanni Fogliani e os principais homens de Fermo. Quando a comida e todos os outros entretenimentos usuais de tais banquetes haviam terminado, Oliverotto começou um discurso habilidoso, falando sobre a grandeza do papa Alexandre e do seu filho César, e dos empreendimentos deles, o que provocou respostas de Giovanni e dos demais presentes. Repentinamente, ele se levantou dizendo que tais assuntos deveriam ser discutidos em um lugar mais privado e se retirou para um cômodo, e Giovanni e todos os outros o acompanharam. Mal haviam sentado, soldados estavam escondidos apareceram ao redor deles e mataram Giovanni e os demais. Após os assassinatos, Oliverotto montou o seu cavalo, correu a cidade e sitiou o supremo magistrado no palácio, fazendo que o povo, com medo, fosse obrigado a obedecer-lhe e formar um governo do qual se fez príncipe. Ele matou todos os descontentes que poderiam feri-lo e se fortaleceu com novas ordens civis e militares, de tal forma que, durante o ano em que manteve o principado". Ou seja ele matou as pessoas que achavam inimigas pois estavam no poder que ele queria, e ainda se livrou de seu padrasto. Algo extremamente cruel porém de resultados.

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  14. 9° USAI A FORÇA, EM VEZ DA BONDADE, AO TRATARDES COM O PRÓXIMO
    Machiavelli diz que esse mandamento não é a toda hora evidentemente, porém ele deixa claro que um estado bom é um estado forte e bem armado, no entanto vejamos o capítulo 6: "não há nada mais difícil de controlar, mais perigoso de conduzir, ou mais incerto de alcançar sucesso do que liderar a introdução de uma nova ordem. Pois o inovador tem como seus inimigos todos aqueles que se davam bem sob as antigas condições, e defensores mornos naqueles que talvez se dêem bem sob novas regras."
    Machiavelli conclui dessa forma: "portanto, é assim necessário tomar medidas para que, quando, não acreditem mais, se possa fazê-los crer pela força".
    Machiavelli no capítulo 16 evidencia isso: "Não existe comparação entre um príncipe armado e um desarmado.
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    10° PENSAI EXCLUSIVAMENTE NA GUERRA
    Machiavelli no capítulo 14 fala abertamente e sem rodeios sobre que essa é a matéria que o príncipe deve saber, no entanto eu sugiro que vocês leiam SUN TZU - A ARTE DA GUERRA, excepcional livro de estratégias militares.
    Vejamos as passagens que Machiavelli fala sobe essa arte : "um príncipe não deve ter nenhum outro objetivo ou pensamento, nem estudar nada além de guerra e das suas regras e disciplina, pois essa é única arte que compete a quem governa", "A primeira causa você pode perder o governo, é negligenciar essa arte", "Ele nunca deve, deixar que a guerra saia dos seus pensamentos e em momentos e em momentos de paz deve pensar ainda mais no exercícios de guerra do que em momentos de conflitos. Isso ele pode fazer de dois modos: com ação e com estudo".

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  15. Em defesa de Maquiavel, me permite um pitaco. Eu acho que não são os Mandamentos de Maquiavel, mas sim, a forma com que Maquiavel, viu que os representantes do povo atuavam. Quando ele vê o comportamento de Tibério, por exemplo, ele escreve em seus anais, "quem não dissimula não reina". Acho equivocado o que a maioria pensa a respeito deste grande pensador, infelizmente.

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    1. Na obra "O Príncipe", Maquiavel não deixa rastros de idealismo, mostra apenas o Governo da época.

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    2. Mas, porém, entretanto, todavia o Absolutismo naquela época era desnecessário. Era um Governo onde o poder era centralizado na mão do Rei. Focado também na exportação, que obtinha muitos lucros. O rei pegava os lucros pra o bem próprio, não investindo na população. A importação era pouca, fazendo com que a economia de dentro fosse quebradiça. Trazendo assim, miséria para o povo e riqueza para o rei.

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